A cidade de
Paraty reúne a exuberância da Mata Atlântica,
a beleza de ilhas e praias, e especialmente, a arte de seu
povo. Tudo isso realçado pela história de uma
cidade que foi um dos portos marítimos mais importantes
do período Brasil colônia.
Famosa pela arquitetura e ruas que preservam o charme de
séculos passados, seu Centro Histórico remonta
aos idos de 1820, quando suas ruas já possuiam seu
calçamento "pé de moleque". Ainda
vê-se hoje a depressão do meio fio que permite
a invasão das águas do mar em marés
de lua cheia, onde esse fenômeno proporciona um belo
espetáculo a todos que a visita.
A presença das águas, a cultura da cana, a
maçonaria, o porto e seus piratas determinaram o
traçado do Centro Histórico de Paraty. As
ruas foram todas traçadas do nascente para o poente
e do norte para o sul, com um entortamento estratégico
que tanto defenderia a cidade do ataque dos piratas como
também dos ventos encanados que, acreditava-se, trariam
doenças.
Todas as construções das moradias eram regulamentadas
por lei, podendo pagar com multa ou prisão, quem
desobedecesse as determinações. O Centro Histórico,
considerado pela UNESCO como "o conjunto arquitetônico
colonial mais harmonioso" é patrimônio
nacional tombado pelo IPHAN. Sua ruas são protegidas
por correntes antigas que impedem a passagem dos carros
e preservam ainda o encanto colonial, aliado a um variado
comércio e a expressões culturais e artísticas
muito intensas e diferenciadas.
Os carros apenas podem circular pelas ruas que fazem limite
com o Centro: Patitiba, Domingos G. de Abreu, Aurora e Rua
Fresca.